Brasileiros descobrem no intercâmbio uma oportunidades capaz  de aumentar o conhecimento e agregar valor ao curriculo de jovens profissionais

O número de brasileiros que viajam ao exterior para estudar teve aumento significativo nos últimos anos,  o fator  principal segundo as agências que trabalham com intercâmbio foi a ascenção de várias famílias brasileiras a classe média, essas famílias que alguns anos atras descobriram as escolas particulares no Brasil, enxergam  agora no intercâmbio uma oportunidade importante para a formação educacional dos filhos, o que com certeza será um diferencial no disputado mercado de trabalho brasileiro.

O fato de fazer uma viagem a passeio para o exterior soa como uma aventura ou como algo extraordinário para muitos. Imagine viajar para outro pais com a possibilidade de viver o dia-a-dia e a cultura local, ainda por cima, desfrutar da convivência com pessoas de diferentes partes do mundo, o que é normal nos colégios de línguas e universidades no exterior. Além da vivência pessoal, ao voltar ao brasil, provavelmente, as portas do mercado de trabalho estarão mais abertas.

Nesse novo mercado, que cresce anualmente a taxas mais elevadas do que a própria economia, um novo destino surge como opção aos brasileiros, a Irlanda. Motivos para essa escolha são muitos, o país tem um custo de vida mais baixo do que a Inglaterra, que figura como o maior destino para estudantes brasileiros na Europa. O estudante pode usar a Irlanda como base para viajar e conhecer outros países europeus, fato que sairia caro por exemplo se o intercambista estivesse na Austrália, Nova Zelândia ou Africa do Sul, outros destinos bastante procurados por brasileiros. Se comparado a países da America do Norte, como Canada e Estados Unidos, a Irlanda oferece ainda vários outros pontos positivos, o frio não é tão intenso como no Canada e o país não exige visto antecipado, como no caso dos EUA.

Segundo Márcio Chaves, diretor de uma das mais conceituadas agências  brasileiras do ramo, a Intercâmbios  BFA, o perfil dos estudantes brasileiros que atualmente estudam na Irlanda normalmente se situa na faixa de 20 a 28 anos, na média eles vem para estudarem por um ou dois anos, mas muitos por ‘’n’’ fatores acabam permanecendo por mais tempo. ‘’Apesar de estarmos mudando o foco da empresa por cursos com duração menor, em média seis meses, cursos que são voltados para empresários, trabalhadores, pessoas que dependem do fator tempo, ainda são raros os casos de pessoas que vem para períodos inferiores a um ano’’, diz Márcio. Muitos além de estudarem também  trabalham, especialmente na área de serviços como hotelária, restaurantes, bares, e shoping centers. Os estudantes recém chegados ficam hospedados nos apartamentos da agência por algumas semanas e logo depois encontram a sua própria moradia e seguem sua vida, mas sempre contando com o apoio da agência.

Segundos dados disponibilizados pela embaixada brasileira em Dublin existe hoje na Irlanda algo em torno de 6000 brasileiros com visto de estudantes no país, estes estudantes vem de várias partes do Brasil, e estão matriculados em escolas de inglês, universidades e instituições de ensino tecnológico.

A cearense Samara Cunha, 24 anos de idade, ja está a dois anos na Irlanda. Assim que se formou em Publicidade no Brasil decidiu que iria fazer intercâmbio, escolheu a Irlanda, vendeu o seu carro para pagar as despesas e viajou. Estudou inglês em duas das mais importantes escolas de Dublin e atualmente cursa Marketing na DBS (Dublin Business School). ‘’Eu poderia estudar inglês nas melhores escolas do Brasil, mas nao é só a língua que se aprende, o inglês vem como consequência, a experiência de morar fora é o diferencial, além de aprender uma nova língua você amaducere com os desafios que não teriamos em nosso próprio país’’, expica Samara. A cearense já visitou mais de 10 países europeus e atualmente trabalha em uma agência de intercâmbios em Dublin.

Outra estudante brasileira  com quem conversamos foi a mineira de Itájuba, Gabriela Machado, a jovem de 25 anos havia chegado na Irlanda um dia antes e nos encontramos na escola onde ela irá estudar. Ainda sem conhecer a realidade do país a que veio, Gabriela nos disse estar impressionada com o número de brasileiros que se encontram pelas ruas de Dublin. Recem formada em Engenharia de Produção, Gabriela veio com a intenção de ficar por um período de sete a oito meses, ela pretende estudar e trabalhar, ‘’o dinheiro servirá para me manter e viajar pela Europa’’, disse Gabriela.

Como mencionado anteriomente,além de aperfeiçoar o idioma, o jovem  intercambista adquire inúmeras habilidades extracurriculares, que serão importantes no futuro,  flexibilidade na adaptação e convivência com diferentes culturas e pessoas, independência dos pais e consequentemente maturidade. Todos esses ganhos ajudarão na formação do profissional que as empresas estão procurando no mercado. Sem dúvida o intercâmbio é um investimento  educacional com retorno garantido, asseguram os especialistas.